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21 de abril de 2009


Esse é aquele em que eu tento dividir o que pode ser indissociável e insolúvel. Eu não estou entendendo bem as coisas é isso não deveria ser novidade. Na verdade as coisas são bem mais simples do que podem parecer, é como a neve derretendo numa manhã de inverno ensolarada, virando água e escorrendo pela calçada, evaporando em seguida quando encontra o asfalto quente fervendo por causa dos pneus cheios de pressa dos carros cheio de pessoas cheias de vontades de coisas diferentes. Um dia você apareceu e eu não sei se você sabia mas eu estava à sua espera. E isso significa que mesmo sem saber eu estava enchendo o armário me preparando por você. E eu cheguei num momento agora que é o de uma encruzilhada, na verdade minha vida marcada e dividida sempre foi cheia de descaminhos, desncontros e desventuras em série e sequência que se um dia eu tiver a oportunidade de dividir com você eu sei que você vai concordar comigo. Existe uma coisa ainda mais especial em tudo aquilo que eu queria dizer pra você, eu acho que existe alguma coisa em mim que existia antes e que eu nunca tinha notado. Eu queria que você soubesse que voce me trouxe uma espécie de liberdade diferente, que eu nunca havia sentido, que eu me desprendi de alguma coisa desde que você chegou e eu ainda não tive tempo pra ponderar mas eu acho que foi bom. E um dia eu achei que tudo isso era possível e pode ser que não venha a ser. Em verdade eu afirmo que tudo aquilo que eu sempre achei que fosse: era. E eu não tenho mais certezas porém estou cheio de impressões. Tingidas, bordadas, esculpidas. Quem sabe tenha sido tudo materialização espiritual, condensação do intangível, molde dos meus sonhos. E mesmo que seja apenas objeto da imaginação eu queria que você soubesse que eu estive de bem com as coisas, e que isso sim, é novidade. A confusão leve e persistente que encontra-se em cada extremidade de mim, agora divide espaço, em cada célula, com uma sensação engraçada e carinhosa. Eu não sei porque eu gosto, nem quando foi e nem quanto vai durar mas eu sinto que pode ser de verdade. E isso me impressiona pela forma explícita, pela transparência e pela felicidade que eu venho sentindo.

30 de novembro de 2008


Ahh, como havia sido esse tempo todo, o que havia sido esse ano que escorria agora. Eram os últimos dias, as últimas semanas, e tudo havia sido como era pra ser daquele jeito meio mistificado e real-cruel que ele conhecia. Que caminhada havia sido, que aventura, que travessia, que tempestade. Que funda foi a descida, que longa era a subida, quantos intermináveis e espinhosos infinitos degraus, quantas lágrimas, soltas, caidas, quantos dias de luto, de morte, de agressão, quantas conversas de dor, de aparência, de tentativa de parecer sentir. Não adianta fingir, não há enganar, só há você, só e sempre. E era ele, que estava vendo o dia amanhecer, não como naquele dezessete de agosto, não era êxtase e paixão na veia, era perplexidade, paz, e riso, era uma mistura de uma sensação que agora era possuida por ele. Era como se a costura tivesse sido terminada, como se o último ponto, o decisivo, o definitivo, o ponto do nó tivesse sido dado. O mesmo azul da praia, o mesmo perfume do amor, o mesmo sorriso da daniela, e apesar de tudo isso, que era everything, ele não sucumbiu, ele sentiu ciúmes, sim, entretanto talvez de amizade quem sabe, e a vitória se fazia raiva que edificava postura, rosto, independência da escravocrata relação auto-instaurada. A curiosidade venceu o medo, o gato saiu pra noite, pardo, e voltou novo, castanho azulado, confiante.
Nada de muita coisa que ele havia achado tinha sido, e as surpresas eram muitas, as certezas mais, e do nada se fez a vontade, pena que o ventura não estava. Gigante como o grito preso de uma vida, de dizer o que pensa, de desejar o que sente, de brindar esse viver tão incompleto porém tão cheio de agoras possíveis, perpassados, transcendidos pela passiva omissão neglingente dele. Ah, como tinha sido legal, assim, tanto quanto uma festa de quinze anos do passado, ou um passeio no parque de diversões que ele tanto desejava e havia sonhado. Som, música, luz e olhares. Muitos, e quantos, e que lindos, olhares mil, rostos muitos, beleza, sorriso, brilho nos olhos, mágica da vida, lustre de brilho diverso. Sem definições passo adiante, o que não mata engorda, tudo que vem vai, e a escada que parecia infinita terminava um dia. A fantasia é a gente que faz, a gente que cria: quanta imaginação que fez sofrer. Bobão ele, agora o riso é sorria, e sentia a paz e o sono chegando. Agora era o mais, a hora do sentir alvorecia, folha limpa, dias que escorrem, cronômetro que reinicia, futuro que aponta, disponta, possível, incerteza daquela delicia com sabor de felicidade.
Passa, tudo se vai, e assim como, chega, no seu tempo certo. Dia vinte e nove de novembro. Eram especiais, e esse então exemplar raro, daqueles que inauguram eras, descortinam reinos, abrem passagens, vislumbram o passo, apresentam linhas, traçam caminhos. Vontade de mais dias assim, mais desse som, dessa sensação, dessa confiança que surpreendeu, isso, muito mais vida pra matar a fome de viver - que é, sim, muito melhor que sonhar. Desejo de olho no olho, bem fundo, mergulho na alma que habita o céu que abarca sua vontade de desejo. I wish more wings to fly.

20 de outubro de 2008


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

http://br.youtube.com/watch?v=doc1eqstMQQ



Entendo

11 de outubro de 2008


"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o destino: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra."










Tranquillité d’esprit

30 de setembro de 2008

Deixe Ir


Por que há beleza nos transtornos

Reencontro

Let go


Drink up, baby down
Mmm, are you in or are you out
Leave your things behind
'cause it's all going off without you
Excuse me, too busy you're writing your tragedy
These mishaps
You bubble wrap
When you've no idea what you're like

So let go, jump in
Oh well, whatcha waiting for
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown
So let go, just get in
Oh, it's so amazing here
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown

It gains the more it gives
And then it rises with the fall
So hand me that remote
Can't you see that all that stuff's a sideshow

Such boundless pleasure
We've no time for later now
You can't await your own arrival
You've 20 seconds to comply

So let go, jump in
Oh well, whatcha waiting for
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown
So let go, just get in
Oh, it's so amazing here
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown

So let go, jump in
Oh well, whatcha waiting for
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown
So let go, just get in
Oh, it's so amazing here
It's alright
'cause there's beauty in the breakdown
'cause there's beauty in the breakdown



Frou Frou

27 de setembro de 2008

Primavera, pensou ele, ai vamos nós.

"Não me encontro onde procuro, mas de repente, quando menos espero."
Michel de Montaigne


Chance non il y a