22 de dezembro de 2012
21 de junho de 2012
25 de setembro de 2011

27 de abril de 2010
Eu estou entregando as chaves hoje. A chuva acabou lá fora mas o que ela trouxe dos céus parece estar cada vez mais sólido e próximo do que deveria. Eu estou abrindo os cadeados, todos, e escancarando as janelas, tem umas trancas emperradas também, cujas chaves eu perdi, que eu estou destruindo com martelos. Estou desconectando todos os alarmes também, as cercas eletrificadas, as armadilhas, os chãos falsos e todos os mecanismos de defesa e proteção. Eu estou limpando as calhas também, quero que o vento fresco passe por elas junto com a água da próxima chuva. Eu já coloquei aquele guarda-chuva pra secar, lavei os lençóis, troquei os cobertores e coloquei os travesseiros no sol. Já não há mais nada envolto no escuro e em trevas. Cada centímetro agora parece estar envolto e embebido e encharcado em luz e claridade e leveza. Desde que você chegou no portão, lá fora, há segundo atrás, todo esse processo se desencadeou sozinho e não há nada que eu possa fazer pra refreá-lo, nem eu consigo me frear, parece uma marcha insandecidamente obstinada a cumprir com um propósito inadiável e improcrastinável. Por favor siga em frente, caminhe pelo jardim, continua seguindo em direção à entrada, pegue as chaves na mão, coordene os seus movimento com a fechadura, pegue firma na maçaneta e abra esse portal que sempre esteve à tua espera. Por favor, entre, olhe pros lados, sinta o perfume, escute a música, sinta a poesia escrita nas paredes, tatuada no teto, fixada nos vidros. Por favor, chame por mim, diga meu nome, exteriorize teus desejos, venha ao meu encontro. Por favor, acalma minha alma acesa e alva que agora alicerça a manhã que você desvela. Por favor, irrompe pela escada a cima e olha pro espelho do tempo emoldurado no fim do corredor porque ele guarda um segredo. Por favor, sussura e me encanta, porque eu nunca ouvi uma voz tal qual como a tua. Por favor, não fique parado nem tenha medo ou receio ou não deixe que nada te impeça. A partir de agora eu não me responsabilizo mais por essa casa sozinho, está tudo aberto, transparente, translúcido, cristalino, e eu não sei mais dizer nada, nem elaborar, nem descrever, nem escrever. Nada mais importa porque agora eu tenho você e você me tem. Com a benção de Caio F. Que assim seja.
3 de abril de 2009
Esse é aquele em que o espaço se encheu de certeza. Eu queria que você soubesse, mesmo sem poder agora, que você está chegando. Eu tenho convicção, plena, que você está a caminho. E eu não tenho essa segurança toda, mas eu acho que eu já posso ter te visto, não sei, tava meio escuro lá, e eu não distingui se teu olho era claro ou escuro, eu não conseguia olhar pra você por muito tempo, e acho que você também não. Eu queria que você soubesse que você mexeu comigo, e foi doce. Eu não imaginava ninguém, com os pés no chão, pra mim, há tempos. E eu me vi com você, e eu queria muito que você soubesse disso agora. Quando você chegar e puder ler você vai perceber como esse dia foi especial. Eu queria que a gente tivesse trocado mais que aquele sorriso escondido e aquele olhar censurado. Eu ia pedir o teu nome. Até imaginei uma lista, pequena, sei que parece bobagem, mas que parece combinar tanto contigo. Eu queria que você soubesse que o que eu achava que faltava não era falta: é excesso. Eu acho que você me fez encontrar o que eu tava procurando sem saber querer. Eu percebi que está extravasando ao invés de faltar. A ausência que eu percebia não era falta, é presença, invertida. Eu queria que você soubesse que eu preciso dessa troca. Como nunca. Como sempre. Eu quero te dizer que eu vou encurtar o caminho, que eu vou sair mais cedo e que eu vou tomar todas as medidas, impossíveis e possiveis pra chegar mais perto, eu até vou ao teu encontro, não sei como, mas eu vou buscar essa coragem no fim do mundo se eu puder. Então vem. E vem depressa, porque eu tenho tanto, de tudo, que eu sei que é aquilo que você também quer e não encontra, ou que busca mais não vê onde pode achar. Eu queria que voce soubesse que eu senti você perto de mim. E foi bom. Eu acabei esbarrando em você sem querer querendo e é por isso aque a gente precisa se achar. Quando você sentir que for a hora levanta e me olha, na alma, e eu vou saber que é você, porque nesse momento eu também vou estar te vendo, e eu vou enxergar os teus olhos de perto e então, finalmente, vou poder saber se eles são claros ou escuros. Eu acho que são escuros.
12 de fevereiro de 2009
7 de janeiro de 2009

Quando eu fui jovem a borda do horizonte era colorida, mesclada, amarelo-rosada, coloria o azul pálido que adormecia todo dia, no mesmo momento, em tempos diferentes. Tudo dentro dele era vulcão, instinto, urgência, tentativa, vontade, o desejo o consumia inteiro, e ele o alimentava como criação, elemento que mandava, guiava, sua ambição era desproporcional, sua inveja incontrolável, e sua ânsia por possuir e consumir a vida de seus sonhos tinha a dimensão de um céu inteiro, coroado por uma lua alva, brilhante, manchada, presente, imponente, quase-completa, parcial, incompletude que era como ele, pedaço de gente, meio sonho-meio ilusão. Emoções puras que implodiam, explodiam, misturavam, desciam e cresciam, subiam sem fim. A mesma espiral, temporal, do passado, as mesmas dúvidas, as mesmas questões, sempre o suspiro de incompreensão, a mesma interrogação que não o deixava tranquilo. Necessidades, incapacidade, falência da criatividade, da expressão, de comunicar, de endereçar, derrota do olhar, da coragem, da capacidade. Limites, barreiras, paredes, todas invisíveis, inorgânicas, imateriais, porém tão mais concretas que tudo que ele podia tocar. Correntes invisíveis, prisão inescapável, grades, céu do outro lado, mundo lá fora que convida e não recebe, desejo que não corresponde, que não lhe envia, visão quebrada, limitada, enclausurada, infinitas passagens sem saída, canto silencioso que atormenta, badalada que ressucita, pancada que desmonta. A tarde se deitava como quem foi sem querer, deixou-se perder, partir, e mais um dia cheio de coisas inomináveis se findava. O céu ainda estava borrado, tingido, aquarela celeste que inspira, natureza que brinda, conforta, som que leva dedo na tecla, emoção à tela, sonho pra fora, caminho nublado em que pisa ele.
30 de dezembro de 2008
O verde e o silêncio compunham um arranjo dúbio: a paz e a tranquilidade se entrelaçavam à solidão que vivia na borda, à espera de um convite para estar junto. Foram dias vendo a noite cair, o silêncio chegar na espera vigilante por todos, por eles. Foram tantos medos, e tantos receios, e tanto escuro, que estar sozinho era cruzada intransponível e traumática. Pavor dele, medo, dor. O céu estava muito mais azul do que sempre estivera, as nuvens estavam longes, e tanta coisa estava mais clara. O tempo passava e ia arrastando, levando com ele tudo aquilo que estava há muito estancado, parado, barrado, cedido. Palavras, letras, coisas soltas, tons que se acumulam, sons, batidas do coração, são nós na garganta e epifanias que traduzem sentimentos, sensações, que entregam ao mundo seus sonhos, devaneios, vontades, desejos de menino, homem, filho, ser humano.O mesmo verde e a mesma tranqüilidade agora se travestiam em novo caminho, em esperança de olhos arregalados, em vento que sopra rejuvenecido pelo alvorecer das novas chances, dos novos olhares, do querer novos amores, novas paixões e com aquele cheiro característico, fresco, convidativo de tudo aquilo que é novo. Poente que era simbólico de renascimentos precedidos de quedas, da sina que cumpre-se à risca. Água gelada que anuncia batismo, coração ritmado que se reconquista, fé na digestão do pretérito e nos encontros cheios de desafios do novo ano, música que conduz, inspira, encontro que aglutina, nota que pesa, que formata, amarelo que envolve, luz que cobre e engrandece, dourado que anuncia, areia que circunda.Respeito que é aprender, vontade de gritar bem alto, pro infinito, peixinhos, branco alvo, olhar cruzado, oceano, viver matizado em corpo, desenho, traço, encanto da vida. Sonho do conto de fadas ainda não vivido, da peça assitida, da atuação cativa no futuro. Vida viva que espera ansiosa por amor.
17 de dezembro de 2008

Era ainda a sua urgência juvenil. E sua fonte de inquietação, assim, clara, explícita, lhe tranquilizava, porque no fundo ele sabia o que o artomentava, não como pavor, mas como angústia: sua vontade de viver. Talvez o mesmo tempo que ajudou a converter e transformar seus sentimentos e sua história, agora estava sendo requisitado de outra forma, mas o tempo é um só, e talvez por isso ele não possa corresponder... Ah, como poesia era coisa linda, mágica, como ele podia ver o que sentia nas letras, nas frases, tecidas, esculpidas em fragmentos, pedaços de pessoas como ele, não estar sozinho no mundo do sentir era um alívio. Ainda não entendia direito como viria a ser. Ainda não estava sentindo tudo como deveria sentir. Sentiria um dia? Metade medo, metade todo o resto.
Eu fecho os olhos e desejo, desejo um mar de arrepios de alegria, de surpresa boa e de realização. Pedi pro papai noel que realize meu desejo, que me conceda aquilo que eu mais quero, a concretização da espera e do sonho, que pode ser conversão da simpatia, descoberta do novo, surpresa do entorno, resgate do seu marco, infinitas possibilidades resumidas a um encontro, um ato, um carinho. O sol vinha vindo, cada vez mais de vez, havia dias de nublado dentro dele, sim, mas já não chovia, as lágrimas pareciam ter entrado num sono tão diferente, sabe, na verdade lembrar de tudo parecia acordá-las mas elas não despertavam por completo. A inspiração pra derramar no papel e na tela o indizivel também estava tênue e sem aquele brilho de encanto que eu gosto, porém essa era uma etapa, uma fase mais, um momento pelo qual a travessia que iniciei possui. Sim, foi uma travessia, ainda está sendo. Cruzei uma prisão gigantesca e sombria, um deserto tortuoso e desfigurante, encontrei alguns oásis durante o percurso, quase tombei em muitos momentos, e encontrei a selva, quando sai do outro lado, encontrei uma praia extensa, quase sem fim, e ainda estou caminhando por ela, na busca por algo que acredito ser, é o que me deixará mais perto da plenitude do querer viver e sentir-se; daquele jeito que dá vontade de caminhar sem medo e destino, que faz a gente adormecer e despertar prontos pra cada novo desafio, pra realizar cada desejo e respeitar cada vontade: amadurecendo sendo cada vez mais si mesmo - com aquele gosto que faz da gente pura luz, sorriso e amor.
26 de novembro de 2008

O céu tinha nascido como guache misturado no papel pardo do jardim. Azul e branco borravam nuvem e firmamento com o cheiro fresco e úmido da tinta que lambusava os dedos. Dias sem palavra, dias de só sentir, entrega da razão à razão, passos de estrada feita com afinco. Vontade que tinha revigorado energia de seguir, fragilidade da coragem de recomeçar sempre. Esperança gratuita de paz e equilíbrio. Ele olhava pro banho de luz das nuvens e torcia que a chuva fosse embora; não só a de fora, principalmente a de dentro. Falar alto, entender egoista, sol e calor dele, felicidade nele e pra ele que era conflito com quem gostava um pouco. Sentido de conclusão, desejo de êxito, espera de amor, de olhar, de coragem pra seguir no caminho, do afinco pertinente ao sonho do mim. Perdido no deserto de si mesmo a caminho do encontro consigo.
10 de novembro de 2008

Que sabor? Baunilha, cola, limão, não, suco de laranja, sim, ele sabia que gostava de suco, e de laranja, e que ele era solidário, voluntário, organizado, professor, simpatia, beleza, sorriso, muito sorriso, e era shox, azul, e cachecol, e camisetas, diversas, e empolgava muito, e fazia ele sonhar, e sorrir, e treinar no espelho mil e uma caras que na hora sempre saiam a mesma, meio pasmada, estupefata, falida pela expectativa esperançosa de algo que não se nomina quase nunca. Que calor? Que intensidade? Que palavras? Que olhar? Que código usar? Timidez de um, inexperiência do outro, pura cogitação, muita vontade, e brilho nos olhos, sim, luz que arrasta, empurra, impulsiona pra o que foge da racionalidade e dos dias normais e que sempre se seguem, talvez um e-mail, talvez um bilhete, talvez um bombom, porque não um convite, um cinema, um jantar, um bar, porque não uma bebida, uma caminhada, sim, um silêncio cheio da ausência de som e impregnado de sentimento que dá toda a vontade, que tal uma música de fundo, inesquecível, marcante, envolvente, será então algo escrito em outra lingua, simples, inicial, entretanto de uma verdade que grita, proclama, anuncia, sim, desejo gigante, incomensurável, indubitável, curiosidade, coragem, medo, muito receio, gato, pulo, agarrar, rolar no chão, ali, tudo novo, tudo começo, tudo inicio, página em branco, caneta, mãos pra escrever, por escrever, diz pra ele fada azul, se ser garoto de verdade ele é, qual é o segredo, qual é a mágica, qual é a senha, qual é o momento, qual é o segredo, quando é, onde pode ser, poderá?, noite, calma, barulho, caminho, ruas à esquerda, sim, sempre a esquerda, canção que não tem fim, três palavras, nomes, imperativos de chamado, como ele, também três, encantamento, sonho, suspiro, alegria que transborda, fazer o quê, esperar é ou não saber, diz se existe o momento, diz se pode ser, diz, fala, conta, susurra, lentamente, deliciosamente no ouvido, arrepio, que corre, percorre o corpo, a pele, atiça a alma, que encerra o tempo, o espaço, e tudo o mais que nele habita e existiu, e mora, e reside, e que é domicílio, repouso, urgência, premência, positivo, é entrega, é momento, é eterno por acontecer, ele quer, querer sempre vai ser não poder?, controle, refúgio, viagem, férias, solidão, ele quer escrever, quer ter o risco do êxito, a frase, o texto, pode ser ímpar, singular, efêmero, momentâneo, um minuto, alguns segundos, pode ser que nunca se repita, nunca volte, porém daquele calor, daquela sensação que explica, sim, ele quer o que preenche, euforiza, esfuzia, satisfaz demandando, que agunia, seca a fronte, treme a base, bagunça o pensamento, inquieta o espírito, cega a razão, onda, ressaca, revolta, mar de sentir, emoção, frase, lábios, letra por letra pra não errar: kiss me.
8 de novembro de 2008

Yes, era outra vez um sentimento parecido. Ainda não estava do avesso, é verdade, porém era muito voraz, até em demasia. São pequenos fragmentos, momentos, olhares, atenções divididas, pedidas, buscadas, de encontros que incendeiam, ativam, vivificam. Ele estava com muito medo do que sentia, do que queria, do que intimamente pedia. Ele estava com aquela sensação monstra de impotência, de querer e não poder, de sentir e não dizer, da barreira que não deixa espaço pra se preparar pro mergulho.
Ele sabia que muito provavelmente, como sempre foi, talvez essa fosse só mais uma, que talvez fosse ter que afogar como afogara todas as outras, que talvez ia ter que sufucá-la até cessar, e que mais uma vez ia dor muito, demais, e que ele talvez -e muito provavelmente- ia escolher a dor de não tentar ao mistério e a coragem sutil de pretender-se. Nesses dias em que sua vontade, casada com a presença, mesmo que breve, efêmera do que se quer, lhe enchiam de energia, de entusiasmo e lhe deixavam naquele estado eufórico de pernas moles, palavras que tropeçam e não saem, que envergonham o olhar e deixam as mãos suadas, sim, a vontade de correr atrás e pedir pra ficar, não vá ele diria, mas como justificaria, o que dizer se não pode-se dizer o que deveria ser dito? Como explicar tanta dúvida, admiração e espera? Será só mais uma conjetura de sua mente inquieta e recoberta por esperanças e cores que morrem e nascem todos os dias? Gostar faz até do cinza uma cor vibrante. Interrogações, sorrisos, pele, aperto de mão, voz, e-mail, pedido, busca, ensaio, roupa, tanta coisa pra quem se pretende, é tudo pelo que se pretende. Camisa, botão, olás, até mais, simpatia que toca o íntimo, que suscita a alma, que lineariza, como num concurso de dominós, a reação em cadeia que derruba cada peça, das milhares usadas pra desenhar o que se leva meses por cada artista. Cada vez mais a vontade de sair de ser penubra, de ser autor ao invés de ator, da deixar a sombra de sempre, era a de uma história em branco com desejo de ser escrita, de uma luz que teimava em não se pôr, de um lápis que quer escrever cada letra de cada momento pretendido, respeitar o querer ao invés de matar cada um deles silenciosamente a gritos como sempre fizera. Deseja uma fada azul que realize seu desejo e te transforme em verdade. Deseja um Falcon que te leve aonde precisaras ir em Fantasia. Deseja uma aventura como a do The Girl Next Door. Deseja respeitar cada desejo. Desejo que escreve a página e começa o livro, a despeito dos tantos anos vividos, em branco. Vontade de querer ser protagonista de sua própria história. Desejo de uma coadjuvância adequada. Desejo de equilíbrio em demasia.
21 de outubro de 2008

Não encontro a poesia pretendida, não acho as frases correspondentes e nem consigo dizer o que é que habita. A vontade se mistura ao sonho, e o desejo é alegria, e a idealização boba se prende a cada palavra, a cada traço de algo que se espera e que no entanto pode nunca vir a ser. A mera imaginação inspira, o ser se dota de vontade, enche-se de brilho, incendia de felicidade, olho que percorre o centímetro, cuidado ao sair, perocupação em agradar, olfato que capta o cheiro, espaço pequeníssimo que parece como limiar frágil, treino de sorrisos, medo de não saber o que dizer, vontade de dizer, de convidar, apertar com força, repartir o gosto, demonstrar o sentimento, de uma mordida que não quer machucar e sim transmitir, de um carinho que não quer desculpas mas sim troca, de um desejo que não é superficialidade, e sim demonstração de transbordo, de excesso, de uma necessidade mister e nova, que era velha, e se renova, encantamento leve, e lindo, do que prende pelo sorriso, pelo rosto, pela voz.
2 de outubro de 2008
"O cavaleiro e os moinhos - Elis Regina"
30 de setembro de 2008
I'm a new soul I came to this strange world hoping
I could learn a bit about how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
finding myself making every possible mistake
la-la-la-la-la-la-la-la...
I'm a young soul in this very strange world
hoping I
could learn a bit about what is true and fake.
But why don't please trying
to comunnicate finding
just that love is not always easy to make.
la-la-la-la-la-la-la-la...
This is a happy end cause'
you don't understand
everything you have done why's
everything so wrong
this is a happy end
come and give me your hand I'll
take your far away.
[Refrain]:
I'm a new soul
I came to this strange world
hoping I
could learn
a bit about how to give and take
but since
I came here fellt the joy and the fear
finding myself
making every possible mistake
la-la-la-la-la-la-la-la...
la-la-la-la-la-la-la-la-la-la....
22 de setembro de 2008
Animal I Have Become
I can't escape this hellSo many times i've tried
But i'm still caged inside
Somebody get me through this nightmare
I can't control myself.
So what if you can see the dark inside of me?
No one would ever change this animal I have become
Help me believe it's not the real me
Somebody help me tame this animal
(This animal, this animal).
I can't escape myself
(I can't escape myself)
So many times i've lied
(So many times i've lied)
But there's still rage inside
Somebody get me through this nightmare
I can't control myself
So what if you can see the dark inside of me?
No one would ever change this animal I have become
Help me believe it's not the real me
Somebody help me tame this animal I have become
Help me believe it's not the real me
Somebody help me tame this animal.
Somebody help me through this nightmare
I can't control myself
Somebody wake me from this nightmare
I can't escape this hell
(This animal, this animal, this animal, this animal, this animal, this animal, this animal)
So what if you can see the dark inside of me?
No one will ever change this animal I have become
Help me believe it's not the real me
Somebody help me tame this animal I have become
Help me believe it's not the real me
Somebody help me tame this animal
(This animal I have become)




