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21 de junho de 2012
26 de fevereiro de 2011
Acho que as metáforas não dão mais conta de (me) dizer. É como se existisse uma falência no modo de tradução dos meus sentimentos. Não sei mais como me dirigir a você. Ainda mais agora. Deve ser o recomeço, suponho. Deve ser essa inédita etapa de se (re)conhecer, e de (se)descobrir (n)o outro de um jeito ainda mais novo e intrigante. E se não for só receio, então deixo aqui em aberto dizendo que não sei o que é. Hoje meu coração cintila como aquele sol poente da foto: tímido, poderoso, fulgurante e iluminado. Meu desejo mais profundo é que eu consiga te entregar tudo o que eu posso, e que a gente saiba aproveitar essa oportunidade única de se proteger se amando, se respeitando daquele nosso jeito especial de outrora. Ambos somos produtos de uma operação que tem como resultado final uma imprevisibilidade acordada. Somos conquistadores do que não sabemos e do que não conseguimos elaborar, como que eternamente enredados por nós mesmos. Complexos, profundos, múltiplos, sintenticamente inacabados nos propomos a reconstruir alguma coisa que um dia começamos juntos. Não tenho o teu domínio da escrita, e na falta da tua fluidez e leveza te deixo em recorte esse pedido especial, e esse desejo quintessencial de sorte. Que tenhamos tranquilidade, paz, amor, e muita boa ventura nessa fantástica empreitada a que nos propomos seguir. Um dia eu quis a oportunidade de ser pra ti tudo aquilo que eu poderia ter sido e não fui, agora eu te digo que vou ser. Até sempre serei contigo quem eu sou, e quero que você seja comigo quem você realmente é também. Do teu eterno conquistador, com todo meu amor. ZG
18 de agosto de 2010
Eu queria te dizer que tem que ter paixão. É como quando você descobre que sabe fazer alguma coisa bem, e que aquilo te realiza, e então você não para mais de ter vontade de repetir e de se aperfeiçoar. Eu queria te dizer pra você não ter medo nenhum, porque quando a gente ama de verdade não existe nada que pode nos atingir. O amor é uma espécie de escudo-vacina, uma proteção mágica que te encanta e te percorre e te envolve de um jeito que você se torna invencível. Só que ser implacável não basta, existe alguma coisa ainda mais secreta e essencial pra ser entendida e descoberta. Eu queria que você soubesse que eu acho que descubro você todo dia. E esse sentimento de conquista e desbravamento é uma das melhores experiências que qualquer um pode ter, porque a felicidade de encontrar todo dia um tesouro é algo da ordem daquilo que não se denomina. Eu queria acrescentar ainda que todas as minhas palavras ausentes são tuas, e que como eu não posso ir ao céu buscar a estrela mais cintilante e bonita pra te presentear, eu espero que você aceite a minha coroa simbólica, feita de letras e frases e poesia e cravejada de amor.
30 de junho de 2010
Não há vida sem amor. Eu nunca escrevo pra mim mesmo. Eu sempre escrevo por mim, pra alguém, por algum motivo, à força pelo meu sentimento que aflora, e desflora, e reverbera revigorando-me. Eu escrevo porque quando eu transformo o céu em recorte eu descanso, relaxo, liberto, desenclausuro, emolduro no espaço branco vazio a pintura bricolada de letras, acentos ausentes, concordâncias disjuntas. Quando eu escrevo há concórdia, há realização e há paz. Eu escrevo porque as palavras são como presentes: misteriosas, empacotadas, multiformáticas, transitórias, suspensivas, elegantemente singulares e únicas.Tem uma nuvem em forma de avalanche que nunca me sai da memória. Lembro que era quente e verão e seco e não havia vento mas o céu parecia em redemoinho. Por todos os lados do vale gigantes nuvens performáticas escorriam pela atmosfera acima da borda em um movimento descordenado e belo. Naquela tarde eu senti que o céu ia cobrir todos, e tudo, e então tudo seria névoa e cinza e branco e trovão. Não foi. Era só chuva. E eu queria que você soubesse que eu estou me desfazendo, em tua companhia, da fragilidade, da instabilidade, do t(r)emor, das paredes com frestas e do chão sem pregos e dos pilares encaixados e do telhado sem estrutura, eu estou mandando pelos ares as pedras sem cimento, o piso sem cobertura, o verde sem raízes, cada pedaço de mim sem chão e ferro. Eram dezenas de tornados e ciclones e vendavais lá fora mas eu me segurei nas barras geladas de metal e não soltei até que tudo voasse, e desabasse e viesse à terra novamente. E quando eu abri os olhos não havia mais nada intacto, mais nada passado, mais nada cansado, velho, repetitivo ou capenga, meu corpo e minha alma estavam revigorados porque do meio dos escombros eu podia visumbrar que havia um mundo inteiro a ser reconstruido ao meu entorno. E ao redor de mim e por todos os lados descia aquela luz amarelada e reconfortante de um fim de tarde de um dia diferente que levou consigo a tempestade e a calmaria e me trouxe o inédito de quem só consegue se acreditar que pode. Eu acredito que eu posso e eu sinto tudo isso desde que, enquanto e depois de. Aquela avalanche do céu de verão me fez lembrar nessa noite de inverno que eu sempre fui aquele menino com a força pra resistir e lembrar e seduzir e revoltar e volver com a elegância e o charme e a esperança de um plebeu destinado a ser rei.
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